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segunda-feira, 25 de abril de 2011

Cristãos são presos e proibidos de celebrar Páscoa na China


Ao menos 20 cristãos foram detidos pela polícia chinesa deste domingo de Páscoa, 24. Segundo agências internacionais, a operação visava impedir que membros de uma igreja cristã realizasse as tradicionais festividades de Páscoa em Pequim, capital do país.
Este grupo faz parte da Shouwang, uma das maiores “igrejas subterrâneas”, uma resistência cristã que não aceita a intervenção do Partido Comunista em sua crença e, como consequência, são consideradas ilegais.
A operação no distrito de Zhongguancun começou às 8h de domingo, quando os cristãos foram detidos e levados para a uma delegacia, disem testemunhas.
A liberdade religiosa, garantida pela Constituição chinesa, não é respeitada. A justiça do país só permite o credo em igrejas registradas oficialmente. As igrejas oficiais do país têm cerca de 20 milhões de fiéis.
Atualmente, a Igreja Católica constatou um situação de desordem na China, tendo em vista a grave situação de ordenações sem autorização pontifícia, mas reconhecidas pelo governo chinês.
Em comunicado, o Vaticano enfatizou que cada bispo envolvido deveria “dirigir-se a Santa Sé e encontrar um modo de esclarecer a própria posição aos sacerdotes e fiéis, professando novamente a fidelidade ao Sumo Pontífice, para ajudar a superar a ofensa interior por ele cometida e para reparar o escândalo externo que causou”.
A Santa Sé destacou também o desejo de um “diálogo sincero e respeitoso com as autoridades civis”.  Segundo agências, o governo chinês estaria combatendo possíveis ameaças ao regime comunista, tentando evitar protestos como aqueles que atingiram recentemente alguns países árabes. Nos últimos meses, foram presos muitos de ativistas pró-direitos humanos, advogados, blogueiros e artistas.

quinta-feira, 31 de março de 2011

A Igreja não é "a casa da mãe Joana"! - Padre Gilvan Rodrigues


O que falta é um pouco de bom senso!

Imagem de DestaqueTodo o mundo deve saber o significado da expressão a "casa da mãe Joana". E, se você não souber, vai ficar sabendo já! O texto a seguir, fui buscá-lo na internet, essa porta sem fronteiras da modernidade tecnológica: "Ensina Câmara Cascudo que a expressão se deve a Joana, cujo nome completo se desconhece, que viveu na Idade Média entre 1326 e 1382 e foi rainha de Nápoles e condessa de Provença. Teve uma vida atribulada e em 1346 passou a residir em Avignon, na França, segundo alguns autores por ter se envolvido em uma conspiração em Nápoles de que resultou a morte de seu marido, segundo outros por ter sido exilada pela Igreja por causa de sua vida desregrada e permissiva. Em 1347, aos 21 anos, Joana regulamentou os bordéis da cidade onde vivia refugiada. Uma das normas dizia: 'o lugar terá uma porta por onde todos possam entrar'. Transposta para Portugal, a expressão paço-da-mãe-joana virou sinônimo de prostíbulo. Trazida para o Brasil, o termo paço, por não ser da linguagem popular, foi substituído por casa e casa-da-mãe-joana e serviu, por extensão, para indicar o lugar ou situação em que cada um faz o que quer, onde imperam a desordem, a desorganização".

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Juiz evangélico defende crucifixos em repartições públicas

Fonte: www.cancaonova.com
Quinta-feira, 13 de agosto de 2009, 14h24
Divulgação
Dr. William Douglas, evangélico: ''Quando vejo o crucifixo com uma imagem de Jesus não me ofendo''.

"Embora cristão, as doutrinas católicas diferem em muitos pontos do que eu creio, mas se foram católicos que começaram este país, me parece mais que razoável respeitar que a influência de sua fé esteja cristalizada no país."
Este é um trecho do artigo do juiz titular da 4ª Vara Federal de Niterói (RJ), William Douglas, publicado nesta semana, no site Consultor Jurídico [íntegra aqui]. O magistrado, que se denomina evangélico, critica a ação do Ministério Público Federal que pede a retirada de símbolos religiosos nos locais públicos federais de São Paulo.
.: Presidente do STF critica ação para retirada de símbolos religiosos
"Querer extrair tais símbolos não só afronta o direito dos católicos conviverem com o legado histórico que concederam a todos, como também a história de meu próprio país e, portanto, também minha. Em certo sentido, querer sustentar que o Estado é laico para retirar os santos e Cristos crucificados não deixaria de ser uma modalidade de oportunismo".

Para o juiz William Douglas, muitos que são contrários à permanência dos símbolos religiosos em repartições públicas, na verdade professam uma nova religião, a "não religião".

"Todos se recordam do lamentável episódio em que um religioso mal formado chutou uma imagem de Nossa Senhora na televisão. Se é errado chutar a imagem da santa, não é menos agressivo querer retirar todos os símbolos. Não chutar a santa, mas valer-se do Estado para torná-la uma refugiada, uma proscrita, parece-me talvez até pior, pois tal viés ataca todos os símbolos de todas as religiões, menos uma. Sim, uma: a 'não religião', e é aqui que reside meu principal argumento contra a moda de se atacar a presença de símbolos religiosos em locais públicos".

O magistrado aponta que os defensores da ação do Ministério Público Federal têm uma interpretação parcial da laicidade do Estado, passando a querer eliminar todo e qualquer símbolo, e por consequência, toda manifestação de religiosidade. "Isso sim é que é intolerância", pontua.


"Quando vejo o crucifixo com uma imagem de Jesus não me ofendo por (segundo minha linha religiosa) haver ali um ídolo, mas compreendo que em um país com maioria e história católica aquela imagem é natural".

O juiz federal afirma que a imagem de Jesus Cristo na cruz até remete a uma conduta ética dos magistrados. "O crucifixo nas cortes, independentemente de haver uma religião que surgiu do crucificado, é uma salutar advertência sobre a responsabilidade dos tribunais, sobre os erros judiciários e sobre os riscos de os magistrados atenderem aos poderosos mais do que à Justiça".
No final do artigo, o juiz recorda sua posição evangélica, ao mesmo tempo em que reconhece o papel fundamental do catolicismo na história do Brasil.

"Eu, protestante e empedernidamente avesso às imagens esculpidas, as verei nas repartições públicas e saudarei aos católicos, que começaram tudo, à liberdade de culto e de religião, à formação histórica desse país e, mais que tudo, ao fato de viver num Estado laico, onde não sou obrigado a me curvar às imagens, mas jamais seria honesto (ou laico, ou cristão, ou jurídico) me incomodar com o fato de elas estarem ali".