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quinta-feira, 1 de maio de 2014

O Som do Coração - que você se transforme no mais belo instrumento - Wallace Andrade

Quando vamos a um show, a uma apresentação de uma orquestra sinfônica ou até mesmo quando abraçamos o violão para tocar, nem sempre imaginamos o carinho com que o instrumento pode ter sido feito. Lembro-me da reportagem que fiz sobre o “luthier”, o profissional que fabrica instrumentos de corda de forma artesanal, como no princípio dos tempos musicais. Foi na minha cidade natal.

O homem de uns 50 anos tinha fama de ser o melhor de Campos dos Goitacazes (RJ) nessa arte. E a caminho de sua casa, fiquei me perguntando o que o fazia ser tão bom naquilo que se propôs a fazer. Ao chegar em sua casa tomei um susto. No quintal havia um monte de madeira, que parecia estar ali há muito tempo. E logo o craque do assunto me explicou que esse era o primeiro passo para se fabricar um bom instrumento. É necessário que a madeira fique exposta ao tempo, na chuva e no sol intenso, no sereno e no vento, para que sofra todas as transformações. Rachar o que precisa rachar, empenar o que precisa empenar, ressecar o que precisa ser ressecado. Só depois de viver as quatro estações do ano, ela estará pronta para ser transformada.

Então vi o carinho com que esse artista se debruçava na madeira, cortando suas rachaduras, tornando plano e reto o que estava torto, lustrando e lubrificando o que estava seco. Os maiores tesouros materiais que este homem tinha eram suas ferramentas (as ferramentas eram os maiores tesouros que este homem tinha em suas mãos). Era com elas que ele transformava a madeira bruta em arte admirável. Era com elas que ele moldava o instrumento. As maiores realizações deste homem eram os instrumentos prontos e lindos de se ver. Violinos, violões, guitarras, baixos, cavaquinhos. Cada um com sua história pessoal com o artesão. Cada um com sua característica sonora. Cada um proporcionando satisfação às mãos de quem toca e aos ouvidos de quem se emociona com os acordes.

Neste dia quero convidá-lo para ser madeira bruta nas mãos do nosso "Luthier Divino". Permita que Ele arranque as rachaduras de seu coração, torne reto e plano o caminho que estava torto e encharque, com a água viva do Espírito Santo, todos os cantos do seu ser que foram ressecadas pelas decepções da vida. E que ao ser moldado, você se transforme no mais belo instrumento capaz de alcançar os corações com o som que o Senhor toca em você.

Deus o abençoe!
Wallace Andrade - Com. Canção Nova
http://blog.cancaonova.com/folhaseca

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Os músicos são antes de tudo ministros do Evangelho - Monsenhor Jonas Abib


Eu comecei o meu seminário pedindo a Deus, no dia 22 de novembro 1949 – Dia do Músico - que se a música fosse útil para o meu sacerdócio que O Senhor me ajudasse a aprendê-la. Imediatamente os meus superiores do seminário me colocaram no coral, me colocaram na banda, me colocaram para aprender piano. Isso foi resposta de Deus. Eu fui sendo formado músico, e eu não somente compus, não somente cantei, mas regi banda, fanfarra, orquestra e já tive até um grupo de cantores. E tive a graça de fazer orquestração e de dirigir orquestra. Hoje dirijo uma grande orquestra, que é a Canção Nova e isso é um meio de agradecer a Deus pelo dom que Ele me deu e a oportunidade que Ele abriu para mim.

O povo brasileiro é movido à música, se não o levarmos pela música teremos muita dificuldade. Mas por intermédio dela já temos o meio para poder evangelizá-lo. Daí a importância e a responsabilidade de nosso trabalho como músicos de Deus. Antes de tudo somos ministros do Evangelho, nós ministramos a coisa de que mais o nosso povo precisa e está gritando: ‘Queremos ver Jesus’. A nossa música é capaz de fazer esse povo ver o Senhor numa impressionante maneira que talvez eles nem imaginem.

A música tanto pode mexer o melhor ou o pior da gente, depende da música e daquele que apresenta a música. Ela é muito mais que uma semente, e claro toda semente produz aquilo que ela é. Eu não posso plantar abacaxi e colher uvas, eu não posso semear urtiga e querer colher trigo.

“Se alguém quer ser o primeiro, seja o último de todos e o servo de todos” (Marcos 9,35b).

Seu irmão,

Monsenhor Jonas Abib

Fonte: Canção Nova - http://blog.cancaonova.com/ministeriodemusica/category/formacao-para-musicos/page/2/

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Gestos tão pequenos...Como Deus pode fazer tanto com tão pouco?

Olá galerinha abençoada,
Primeiramente, gostaria de perdir desculpas, pois já faz um tempinho que não consigo me organizar para postar novidades. Porém, hoje recebi uma mensagem muito especial, que deu aquela "carregada de ânimo" para escrever. Uma mensagem que me fez pensar "COMO DEUS PODE FAZER TANTO COM TÃO POUCO?" Deus é um especialista nessa tarefa...

O que aconteceu? 
Uma irmã de Brazlândia-DF me enviou uma mensagem, através de uma rede social. Falei para ela que eu iria colocar essa mensagem na postagem. A mensagem falava assim:

 
















Gravei essa música a pedido de uns irmãos que tocaram comigo a muito tempo atrás e que não lembravam de toda letra. Como não tinhamos tantas tecnologias na época, quando muito uma fita-cassete, muita coisa se perdeu com o tempo, mas ficaram gravadas no coração. Foi então que resolvi gravar para que eles se recordassem da melodia....

De repente, aparece uma irmã em Cristo, que eu nunca vi na vida, testemunhando "...Se sou o que sou hoje, graças a esta canção que trouxe um significado maior da minha vida". Não sou o autor da música, nem canto direito, mas fico impressionado como Deus pode usar nossa pequenez para trazer um pouco de alegria e paz para as outras pessoas.

Por isso, meu irmão, se você tem alguma coisa, algum dom, alguns minutos de trabalho para compartilhar o amor, a paz e a esperança que só Jesus Cristo nos traz, DOE, OFEREÇA, COMPARTILHE. Deixe Deus te usar para atingir aos outros.

Não espere coisas grandiosas. Ofereça a sua pequenez. Ofereça sua voz rouca, seus dedilhados "P-I-M-A" no violão, seus dedos duros nos teclados, seus ritmos básicos na bateria....Sei lá, ofereça tudo que você considera pouco! Deus fará muito com tudo isso!

Não faça isso para se engrandecer às custas dos outros.Tocar ou cantar música cristã não é uma missão para quem quer fazer sucesso no "The Voice Brasil". Tocar e cantar música cristã é uma missão para aqueles que tem a sensibilidade de entender que a música pode encher um coração de paz, de amor e que ajuda a elevar uma alma para Deus. 

Obrigado minha irmã Ana Paula. Que Deus nos abençoe nessa caminha para que possamos continuar a CANTAR A GLÓRIA DE CRISTO.

Segue uma versão guia da canção "Evangelizar" (Autor desconhecido - Arranjo/Interpretação na voz rouca e gripada de Osvaldo Lima)

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

UM DIA PARA O MÚSICO BUSCAR A HUMILDADE - Osvaldo Lima


Todo dia 22 de novembro eu lembro do "Seu Sábia"....

Eu devia ter uns 13 anos de idade. Dava meus primeiros passos para aprender  teclado e violão. Um dia eu estava tocando na Igreja e um senhor chegou em mim, deu dois tapinhas no meu ombro enquanto eu cantava e tocava o meu violão e me disse: 
- "Vadinho! Vadinho! Para ser músico precisa ter muita humildade! Não esqueça nunca disso: HUMILDADE!"....
Cresci com esse eco na minha cabeça! Nunca mais consegui tirar da memória!

O "Seu Sábia" era músico, não daqueles formados pela academia. Tocava violão de três dedos. Tipo músico da roça. Do jeito daquele povo repentista, que veio do interior do país para fazer surgir Brasília. 

O "Seu Sábia" tinha uma voz rouca, mas não desistia de cantar. E não precisa de microfone, nem de caixa de som. Quando não tinha, ele inventa um. Geralmente utilizávamos o som de um "toca disco de vinil". Ele era meio "Senhor Pardal", inventor. A captação do seu violão foi ele mesmo que fez...
Tinha um teclado, um orgão da Casio, que só tinha um timbre parecido com aqueles utilizados no canto gregoriano. Mesmo assim, ele fazia aquele teclado ecoar melodias divinas.

O "Seu Sábia" foi meu mestre. Foi ele que me ensinou a tocar violão com a alma! Que me ensinou a fazer do teclado um parque de diversões, para ressoar a alegria! E quando aquele som chegava aos ouvidos, pareciam recitar versos de amor. 

O "Seu Sábia" já faleceu! Morreu por causa de um câncer que aos poucos vinha tomando conta da sua garganta sem ele saber. Daí o motivo da sua rouquidão.
Eu estava no enterro do "Seu Sábia". Levei um pequeno "troféu" em formato de uma "clave de sol", feita de modo artesanal, de arrame. 
Naquele dia vi o "Seu Sábia" ser enterrado. Lembro-me que fiz o seguinte comentário: 
- "Morreu o último músico sério que eu conheci!"

Todo dia 22 de novembro eu lembro do "Seu Sábia" e peço a Deus que ilumine o coração de todos os músicos, inclusive o meu. Peço sabedoria para que os músicos possam fazer da sua arte, desse dom tão maravilhoso que Deus nos concedeu, um instrumento que possibilite elevar a alma dos homens à experiências que valorizam a vida! Que os homens encontre nas canções um refúgio, uma fonte de vitalidade que ajude a caminhar no seu dia-a-dia. Que o som que ecoa das suas vozes possibilitem aos homens um reencontro com os valores que dignificam a humanidade. Que o som que ressoa dos seus instrumentos possibilitem aos homens a paz e a harmonia de uma vida repleta de felicidade. Enfim, que todo músico seja uma porta que nos eleve aos céus! Santa Cecília, rogai por nós!

Dedico esses "suspiros da alma" para todos aqueles músicos que fazem de sua arte um espelho da sua alma! Enquanto tantos por aí cantam o ódio e o desamor, ESTES ESCOLHERAM CANTAR A VIDA, O AMOR E O PERDÃO! - Jane Meire OliveiraMaurynho Ribeiro da SilvaRuth Viana SilvaEldanir Reis,Wilson SousaSthenio ReisCarlos JuniorNilton VilhenaRegis Mota,Ddjunior LouvadeiraPaulinho SáDuílio LopesValerio Banda Maranatha,Leonardo Trio Salvador BrunoLéo Castro CastroAndrezinho Fernandez...

Texto: Osvaldo Lima - www.cantaragloriadecristo.com

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

A arte tem uma chave que pode abrir os corações




Naqueles tempos de Jesus era comum a existência dos escravos e muitos deles tinham dotes artísticos. Mas pelo fato de serem escravos, nada era deles; não podiam colocar seus nomes em suas obras artísticas, pois nenhuma delas pertenciam a eles.
Vemos Onésimo, que era escravo e tinha fugido da casa de seu senhor, por isso acabou sendo preso. Na prisão, seu coração foi sendo abrandado e se converteu. Quando saiu da prisão, Paulo o encaminhou de volta à casa de seu senhor com uma carta de recomendação.
Você tem quais dotes artísticos? Talvez você tenha se tornado escravo deste mundo. Vejam quantos artistas há que cantam ou dançam na noite de forma sensual e os que compõem envolvidos pelo álcool.

domingo, 16 de junho de 2013

Trecho da pregação de Moisés Rocha - Música Cristã e Estrelismo


Deus nos deu um dom especial, maravilhoso que é a capacidade de pensar!
Deus seja louvado pelas diversas oportunidades de podermos exercitar essa capacidade!
A questão não é concordar ou não concordar.
Escute, utilize o discernimento....

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

A força da Palavra de Deus Cantada - por André Florêncio




"Presos ao nosso ministério, deixamos de cantar a Palavra de Deus e passamos a cantar a nossas palavras, nossas verdades e até coisas boas que aprendemos."



Olá! Quero começar com a seguinte história: "Um certo homem era um grande pedreiro, um verdadeiro artista, fazia com perfeição seu trabalho. Era honesto e pontual no término de suas obras. Para ele, trabalhar era mais do que uma obrigação, era sua paixão. Tudo ele fazia com muito amor: preparava a massa, o cimento, areia, água.... 

sábado, 26 de maio de 2012

Qual a diferença entre banda e ministério?


O Canal da Música convidou a cantora e missionária Eliana Ribeiro, da Comunidade Canção Nova, para partilhar suas experiências com a música. 
Ouça:


Para mim, que convivo e tenho contato com muitos músicos que tocaram em bailes, na noite, a diferença [entre o músico católico] é muito clara; não dá para ficar confuso em relação a isso. Um músico da noite, que se empenha a vida inteira, toca porque gosta.

A pessoa que toca a vida inteira, estudou a vida inteira, que tem como projeto de vida a música, ganhar dinheiro, ser famoso, ela vai atrás desse objetivo. Ela toca para seu próprio ego, cumpre seus horários, não importa para quem está tocando, sua intenção é mostrar o talento e a capacidade dela. Uma banda é assim.

Por outro lado, um ministro de música não fala por si. Ele não toca por si. Ele não canta por si mesmo. Ele está em nome do Senhor. Um ministro da Fazenda e um ministro da Saúde representam o país, não estão em nome deles, eles são convocados para representar e defender o país inteiro naquela área, como vemos nos ministérios. 


terça-feira, 22 de novembro de 2011

Oração do Músico Cristão


Senhor, Jesus Cristo, Somos notas diferentes na mesma pauta do Reino de Deus.
Nós Te louvamos por este tempo de pausa, de silêncio.
Lembramos que a quietude de Tua mãe, Maria, permitiu que ela respondesse "sim"!
E a Canção se fez gente, e habitou no meio de nós (Jo 1,14).
Temos timbres diferentes, e exatamente por isso podemos cantar na trinitária harmonia dos acordes da fé, da esperança e do amor.
Que possamos unir nossas diferenças para que a canção seja mais santa e mais bela.
Sabemos que na vida existem acidentes.
Mas não nos deixes cair na desafinação.Que possamos ouvir a voz uns dos outros, seguindo as Tuas orientações e movimentos, nosso maestro maior! 
Alerta-nos para que saibamos obedecer os sinais de expressão: desde o pianíssimo e oculto serviço da composição, até à fortíssima visibilidade de nossa canção nos Meios de Comunicação.
Acima de tudo, nós Te pedimos: lembra-nos que a clave é quem dá o nome, a altura e o significado de tudo o que cantamos.
E a nossa clave és Tu, Sol Nascente, Luz do Alto, que veio nos ensinar a profetizar pela canção, com os olhos para o alto e com os pés firmes no chão.
De todas as verdades, És o supremo cantor.
Senhor Jesus, nossa boca cantará ao ritmo do Teu coração.
Unidos cantaremos a Tua eterna canção de Amor.
Amém!

Pe. Joãozinho, scj

sábado, 24 de setembro de 2011

Minha música me leva para o céu?

A música precisa me levar ao céu e despertar nos corações de quem me escuta o desejo do céu!

No decorrer da minha caminhada musical e cristã, pude perceber que a música tem um poder incrível de fazer a opinião, de animar, de desanimar, de induzir, entre outros. Ela, de fato, mexe conosco, com nosso interior e vai além: faz com que coloquemos o que está dentro para fora, ou seja, faz com que os sentimentos se tornem visíveis a todos.

Verificamos isso em muitas pessoas que “curtem” determinados estilos musicais e acabam assumindo para si aquela determinada maneira de ser, vestir, andar, baseadas no conceito que veio junto com aquele estilo musical. Certamente, não é só a música, é toda a escolha do modo de vida que elas adotam. E a música é o "carro-chefe", se assim podemos dizer.

Isso não é uma crítica a nenhum estilo musical ou à determinada maneira de se portar ou a qualquer liberdade de escolha. Quero simplesmente exemplificar, e tomando esse exemplo quero chegar àquilo que faço por graça de Deus: a música cristã, católica.


Se a música tem esse poder de entrar pelos meus ouvidos e mexer com todo meu ser, então é necessário que a música católica desperte nosso interior para a santidade; é primordial que a música nos leve para Deus.




A música dentro da Igreja continua mexendo com nossos sentimentos, continua tendo o mesmo efeito que a música fora dessa instituição tem. Mas onde está o nosso diferencial? O nosso diferencial está no que somos. E digo isso diretamente aos músicos, àqueles que fazem música cristã, católica. O agir segue o ser, se busco a santidade, minha música automaticamente também buscará santidade e as pessoas que a escutam também sentirão o desejo de buscá-la [santidade] e, assim, como costumo dizer: "e vida que segue"

Tudo começa em um coração que quer encontrar o Senhor. Falando de modo bem pessoal, Deus me deu a música, mas me deu para me ganhar, ou seja, sou músico para ir para o céu. A música foi um modo por meio do qual Deus, na Sua misericórdia, viu que poderia me levar para o céu, e com minha ajuda poderia também levar outros para o céu. Mas é meu o chamado, é minha a escolha de buscá-Lo pela música e levá-Lo pela música.

Nós nos enganamos muitas vezes e saímos do essencial da nossa musicalidade, achamos que nossa música só é eficaz quando o externo (som, palco, público) está perfeito; no entanto, esta só tem eficácia quando nosso coração está lutando para chegar à perfeição, externando nossa vida de oração e comunhão com o Espírito Santo. Não nos enganemos, sejamos hoje também pessoas que criem estilos de “santos” em nossa comunidade, paróquia, famílias, entre outros.

A música precisa me levar ao céu e despertar nos corações de quem me escuta o desejo do céu!

Deus abençoe você e seu ministério!
Até a próxima!

Postado por André W. Florencio - Missionário da Comunidade Canção Nova

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Cosme: de ex-fundador do Comando Vermelho à músico católico...

E ai galera de Cristo!
Essa série de vídeos que selecionei faz parte da pregação de um rapaz muito importante para a música católica: COSME!
Cosme é ex-fundador do Comando Vermelho.Ele faz parte da Missão Restaurando Vidas, que atua no Rio de Janeiro tirando garotos do tráfico de drogas.
Suas músicas são movidas com uma unção única: aquela que alegra os corações e os prepara para Deus. Algumas delas você com certeza conhece... Como, por exemplo, "Havia um homenzinho torto...", "E me faz novo, todo novo....", "Uma pipoca estourando na panela...."
Vale a pena conferir o seu testemunho apresentado no Congresso da Renovação Carismática-ES, em 2008!
1ª Parte


sexta-feira, 29 de julho de 2011

A MÚSICA QUE UNE E QUE SEPARA - PE. ZEZINHO

Musica é como rosa. Bonita, mas tem espinhos. Pode encantar e pode ferir. Mas o mundo a usa desde tempos imemoriais. De sons desarticulados, mas diferenciados, acabou em harmonia, som após som, justaposição de notas e virou mensagem pensada. Salmistas, sacerdotes e reis sabiam do poder da canção. Davi tocava harpa e, mais tarde, como rei achou lugar de destaque para a música no seu governo. Tanto, que chegava a escalar pessoalmente os cantores do templo, tamanha a importância que dava aos que viviam da música. (1 Cro 9,33 ; 15,27) Afirma-se que Nero a usava. Os detratores acrescentam: muito mal! Hitler a usou abertamente para o mal. As cortes e os exércitos a usavam e usam. Bandas, orquestras, quartetos, corais, concertos, canto litúrgico, tudo é para divulgar, organizar, motivar e chamar. A música pode ferir, ensurdecer e desestruturar. Pode harmonizar, aclamar e até contribuir para a cura. A músico-terapia é experiência mais séria do que se imagina ou se admite.
Usam da canção as religiões; investem pesadamente nela os católicos, os evangélicos, os mais diversos credos religiosos. Algumas igrejas pentecostais gastam hoje milhões de dólares ou reais na preparação dos seus cantores. Monges, autoridades e povo cantam desde tempos imemoriais. Entre os católicos a música forjou toda uma geração de religiosos. Levantavam e ainda levantam-se de madrugada e vão dormir ao som de louvores cantados. Cantores tocam, cantam e dançam nas salas de concerto, nos templos, nas ruas. Música bem tocada chama o povo. Abre espaço para a mensagem que vem depois. E há uma canção mais agressiva que às vezes vem acompanhada de tóxicos; quem pensou em rock pensou errado. Há muita música que se executa regada de bebida e de tóxicos porque cria e serve a determinado ambientes, no mínimo suspeitos.
Cantam os da Teologia da Libertação, os da Renovação Carismática, os marianos, os arautos do Evangelho, os monges do Tibet, os Católicos, os Pentecostais, os conservadores, os progressistas, os moderados, os ecumênicos, os proselitistas. Sua música traduz o seu modo de ver a terra e o céu. Entra lá a canção que afina com seu projeto. Só ela! Raramente cantam o canto do outro. Nem sequer expõem nas suas lojas as canções do outro do outro movimento ou da outra igreja. Ciumentamente divulgam apenas os seus cantores. É que dentro da canção vai a fé ou a ideologia. Precisam dela porque além de evangelizar canção pode dar lucro! Cantam os seus e esperam que o outro os ouça. Eles preferem não ouvir quem não ora como eles.
A música une ou separa. Chama para o amor e para a guerra. Para o bem e para o mal. Feita por vozes e instrumentos, ela é também instrumento e porta-voz, de Hitler, Stalin ou de uma simples e humilde escola para cegos. Feliz é quem a usa de maneira ética! Feliz de quem não se deixa dominar ou enganar por ela! Instrumento de diálogo, não deveria cair nas mãos nem dos violentos, nem de pessoas incapazes de dialogar. Não pode ser transformada em arma, nem veículo de mentira ou de fanatismo. É divina demais para isso!

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Três Livros importantes da Bíblia para os músicos

Neste episódio do “PodMusica”, a missionário da Comunidade Canção Nova Padre José Augusto, fala sobre o tema: "Há um tempo certo para entrar em um ministério de música?"

Confira:
 


Existem três livros na Bíblia que são muito importantes para que vocês, como ministros de músicas, leiam e possa guardá-los: o primeiro e o segundo livro de Crônicas e os Salmos. Nesses livros, vocês vão encontrar o essencial para aqueles que são chamados por Deus para proclamar o louvor.Afirma o sacerdote.

Padre José Augusto é membro daComunidade Canção Nova desde 1993. Ingressou no seminário em 1986, na Congregação Filhos de Maria Imaculada (Pavonianos - Ludovico Pavone), em Vitória (ES), onde estudou Filosofia. Terminada essa etapa, foi para São Paulo estudar Teologia, onde conheceu a Canção Nova. Sua caminhada é marcada por uma espiritualidade de mortificação, jejum, penitência e oração.

Oração do Músico

Senhor, Jesus Cristo, Somos notas diferentes na mesma pauta do Reino de Deus, Nós Te Louvamos por este tempo de pausa, de silêncio. Lembramos que a quietude de Tua mãe, Maria, permitiu que ela respondesse, sim! E a Canção se fez gente, e habitou no meio de nós (Jo 1,14). Temos timbres diferentes e exatamente por isso podemos cantar a trinitária harmonia dos acordes da fé, da esperança e do amor. 
Que possamos unir nossas diferenças para que a canção seja mais santa e mais bela. Sabemos que na vida existem acidentes. Mas não nos deixes cair na desafinação. Que possamos ouvir a voz uns dos outros, seguindo as Tuas orientações e movimentos, nosso maestro maior! Alerta-nos para que saibamos obedecer os sinais de expressão: Desde o pianíssimo e oculto serviço da composição, até a fortíssima visibilidade de nossa canção nos Meios de Comunicação. 
Acima de tudo nós Te pedimos: Lembra-nos que a clave é quem dá o nome, a altura e o significado de tudo o que cantamos. E a nossa clave és Tu, Sol nascente, Luz do Alto, que veio nos ensinar a profetizar pela canção, com os olhos para o alto e com os pés firmes no chão. De todas as verdades És o supremo cantor. Senhor Jesus, Nossa boca cantará o ritmo do Teu coração. Unidos cantaremos a Tua eterna canção de Amor. Amém!

Fonte: Hela Amorim 

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Como lidar com a sensibilidade, o orgulho e a vaidade do músico?

Confira essas e outras dicas agora:


Participam do PodMúsica desta semana Emanuel Stênio e Inácio, membros do Ministério Amor e Adoração, para dialogar sobre este tema: Como lidar com esses sentimentos tão humanos e comuns a todos nós?
Esse podcast vem ao encontro de todos que não sabem como trabalhar com a sensibilidade aflorada, o orgulho e a vaidade desmedidos, principalmente os ministros de música e todos aqueles que exercem algum tipo de liderança cristã.
Nesta partilha descontraída e formativa, os músicos e missionários testemunham a sua experiência como ministros de música e como homens que querem ser canal de Deus para as pessoas, buscando ter uma vida de santidade, independentemente do seu estado de vida.
Para todos que são referência nos movimentos eclesiais, principalmente, os ministros de música e pregadores, eles partilham sobre os principais desafios enfrentados na vivência do ministério em seu dia a dia, por exemplo: como lidar com os fãs, com o orgulho e com a vaidade dentro do ministério de música.
E relatam como ultrapassar a barreira da vaidade canalizando tudo para Deus: "Não dê brechas, tenha uma postura diferente.
Nós músicos cristãos trabalhamos com o inverso deste mundo, não a nós, mas tudo para Deus", aconselham.


Fonte: Canção Nova

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Formação para Ministros do Louvor

Navegando por esse "mundo" da internet, encontrei um material abençoado sobre Ministros de Louvor em Grupos de Oração. Esse material foi elaborado pelo Centro Carismático Diocesano de Formação e Espiritualidade, de Barueri , São Paulo.
Vale a pena baixar e partilhar o material!
Para baixar o arquivo é só clicar aqui!
Ou entre em contato via e-mail, que eu te encaminharei o material!

segunda-feira, 25 de abril de 2011

CANTORES E CALOPSITAS - Pe.Zezinho


A reflexão pode ferir algumas sensibilidades, mas pode também ajudar a mudar um quadro de fácil verificação em muitas paróquias e dioceses. Trata-se de cantores que apenas cantam. Não estudam, não lêem, não se aprofundam e não se atualizam. Apenas cantam. Sabem muito de som, mas quase nada de catecismo.
Também os papagaios e as calopsitas cantam e assoviam. E são aves simpáticas e queridas. Mas não dialogam, nem respondem a perguntas. Não teriam capacidade de ler ou se atualizar. Mas cantores e músicos jovens são capazes e podem. Podem, mas não fazem. Nunca ninguém tentou, ou, se tentou, não conseguiu convencê-los a sair das frases de sempre. Estão lá para cantar e acham que devem aprender novas canções, mas não precisam aprender novos conceitos de vida católica.
Não lêem documentos, nem jamais pegaram no Documento de Aparecida ou no Catecismo Católico. Uma cantora, tempos atrás, perguntou a uma amiga catequista se ela tinha um CIC católico porque o padre havia perguntado aos cantores e catequistas quem lera e trouxera o CIC. 
A catequista precisou explicar que CIC é a abreviação para Catecismo da Igreja Católica. Ela não lera e não tinha um. Mas já canta há oito anos na missa e até dá shows onde fala de Jesus, do jeito que decorou, porque admitidamente nunca leu uma vida de Cristo.
Seria exigência demais pedir aos mais de 100 mil cantores de missas e de shows no Brasil que todos, sem exceção procurassem conhecer a Bíblia, o CIC, o Documento de Aparecida e o Compendio da Doutrina Social?
Deve a Igreja ficar satisfeita com seus jovens fiéis que apenas tocam e cantam? Ou devem eles saber um pouco mais do que sabem? Não seria o caso de quem sabe e canta, motivar quem canta com ele a conhecer um pouco mais sobre os temas que anunciam cantando?  
30/03/2011

terça-feira, 15 de março de 2011

Canção em FÉ maior - Pe. Zezinho, scj

Vou dizer com a maior clareza o que penso sobre música. É a cobertura do bolo da vida.
O chantilly que o torna mais saboroso mas é menos importante do que o bolo. Por isso mesmo, eu nunca disse que minha vida é cantar. Diga-se o mesmo da canção religiosa. É a cobertura do bolo da fé.
Mas é menos importante que a Palavra de Deus. Por isso, às vezes, eu, que fiquei conhecido por minhas canções, gosto de celebrar sem cantar, porque Bíblia e Cálice valem mais do que um violão.

Orar é indispensável, cantar não é. Se música de menos na Igreja é celebração sem alma, música demais é falta de catequese e de bom senso. Se tiver que escolher entre a música e a Palavra falada, escolho a palavra falada. Entre ser cantor e ser padre, escolho ser padre. Não sou padre porque canto! Canto porque sou padre! É um dos muitos serviços que presto ao povo de Deus. Não pode nem deve ser o único. Por isso, quando me chamam só para cantar, eu não vou. O bispo que me ordenou me mandou fazer mais do que cantar. Aliás, ele nem falou em cantar. E não fala.

Que meu testemunho sirva de reflexão para quem dá excessivo valor à música na Igreja.
Dizem que sou o padre que mais faz canções em todo o mundo. Então eu tenho alguma autoridade para dizer o que estou dizendo: que os cantores religiosos não confundam orar com cantar. Orar é essencial. Cantar continua acidental. Somos importantes e até necessários, mas há ministérios mais importantes que o nosso na Igreja.
Que nossas canções não atrapalhem a catequese da Igreja!

Pe. Zezinho, scj 

segunda-feira, 7 de março de 2011

NOTA DA CNBB SOBRE ÉTICA E PROGRAMAS DE TV - Fevereiro/2011

Assessoria de Imprensa

Logo-Oficial-CNBB CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL
Conselho Episcopal de Pastoral – 25ª Reunião
Brasília – DF, 15 a 17 de fevereiro de 2011

P – Nº 0131/11

NOTA DA CNBB SOBRE ÉTICA E PROGRAMAS DE TV

Têm chegado à CNBB diversos pedidos de uma manifestação a respeito do baixo nível moral que se verifica em alguns programas das emissoras de televisão, particularmente naqueles denominados Reality Shows, que têm o lucro como seu principal objetivo.
Nós, bispos do Conselho Episcopal Pastoral (CONSEP), reunidos em Brasília, de 15 a 17 de fevereiro de 2011, compreendendo a gravidade do problema e em atenção a esses pedidos, acolhendo o clamor de pessoas, famílias e organizações, vimos nos manifestar a respeito.
Destacamos primeiramente o papel desempenhado pela TV em nosso País e os importantes serviços por ela prestados à Sociedade. Nesse sentido, muitos programas têm sido objeto de reconhecimento explícito por parte da Igreja com a concessão do Prêmio Clara de Assis para a Televisão, atribuído anualmente.
Lamentamos, entretanto, que esses serviços, prestados com apurada qualidade técnica e inegável valor cultural e moral, sejam ofuscados por alguns programas, entre os quais os chamados reality shows, que atentam contra a dignidade de pessoa humana, tanto de seus participantes, fascinados por um prêmio em dinheiro ou por fugaz celebridade, quanto do público receptor que é a família brasileira.
Cônscios de nossa missão e responsabilidade evangelizadoras, exortamos a todos no sentido de se buscar um esforço comum pela superação desse mal na sociedade, sempre no respeito à legítima liberdade de expressão, que não assegura a ninguém o direito de agressão impune aos valores morais que sustentam a Sociedade.
Dirigimo-nos, antes de tudo, às emissoras de televisão, sugerindo-lhes uma reflexão mais profunda sobre seu papel e seus limites, na vida social, tendo por parâmetro o sentido da concessão que lhes é dada pelo Estado.
Ao Ministério Público pedimos uma atenção mais acurada no acompanhamento e adequadas providências em relação à programação televisiva, identificando os evidentes malefícios que ela traz em desrespeito aos princípios basilares da Constituição Federal (Art. 1º, II e III).
Aos pais, mães e educadores, atentos a sua responsabilidade na formação moral dos filhos e alunos, sugerimos que busquem através do diálogo formar neles o senso crítico indispensável e capaz de protegê-los contra essa exploração abusiva e imoral.
Por fim, dirigimo-nos também aos anunciantes e agentes publicitários, alertando-os sobre o significado da associação de suas marcas a esse processo de degradação dos valores da sociedade.
Rogamos a Deus, pela intercessão de Nossa Senhora Aparecida, luz e proteção a todos os profissionais e empresários da comunicação, para que, usando esses maravilhosos meios, possamos juntos construir uma sociedade mais justa e humana.
Brasília, 17 de fevereiro de 2011

Dom Geraldo Lyrio Rocha
Arcebispo de Mariana
Presidente da CNBB
Dom Luiz Soares Vieira
Arcebispo de Manaus
Vice-Presidente da CNBB
Dom Dimas Lara Barbosa
Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro
Secretário Geral da CNBB


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